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1/10/2015

Móveis Planejados: Montagem cresceu em novos apartamentos de São Paulo e demais grandes cidades

Móveis Planejados (econômicos) invadiram casas e apartamentos da Classe C em 2014

Exemplo típico dos atuais apartamentos de 2 dormitórios comercializados
Os móveis planejados se renderam ao pensamento básico nesta década, foi um fato inevitável, as variáveis estiveram presente na economia desde o pós 2008 da crise imobiliária norte americana. O caminho escolhido estava claro, para manter as vendas e sobreviver, seria necessário para as construtoras reduzir os custos, ou seja, os espaços comercializados, diluindo o montante da obra em uma maior quantidade de unidades oferecidas.

Nova York saiu na frente, numa completa releitura do que um dia se chamou kitinete. Para tornar o imóvel acessível a um público de menor poder aquisitivo, a ideia de moradia foi totalmente reformulada, surgiam por lá os studios, redução das áreas individuais e valorização das áreas compartilhadas, podemos dizer que moradia tornou-se sinônimo de um mero lugar para dormir e fazer refeições quase que solitárias.

Embora com cerca de 2 anos de atraso, em 2010 já estávamos dentro do mesmo contexto onde o Minha Casa Minha Vida tomava corpo rapidamente, seja na forma de apartamentos bem como no padrão de casas de conjuntos habitacionais. O financiamento alongado foi o combustível da mudança. O mobiliário começou a "não encaixar" no ambiente então reformulado.

Neste momento, a indústria seriada ainda estava dotada de certa miopia, incredulidade ou ceticismo, aguardou para ver o que viria a acontecer, e pagou o preço numa rápida ocupação deste mercado pelas marcenarias existentes nas áreas metropolitanas brasileiras. Deixamos claro aqui que foram estes marceneiros das grandes capitais brasileiras os verdadeiros inventores dos móveis planejados econômicos (populares).

O mercado ficava assim de pernas para o ar. Os fabricantes de máquinas foram os primeiros a decifrar este enigma, adaptando-se rapidamente em oferecer máquinas e equipamentos de menor porte e maior flexibilidade, direcionados preferencialmente aos marceneiros. O lojista tradicional começou a questionar o porque da queda dos resultados acreditando que isto devia-se exclusivamente ao crescimento das vendas de móveis via eCommerce, mas as contas não batiam. 

Enquanto isso distribuidores de insumos e materiais para marceneiros viam as vendas em um movimento aquecido e crescente, este era o elo necessário do quebra cabeças que fecharia as contas que não estavam batendo até então. Neste momento alertei um grande varejista (2010) de que seria estrategicamente um excelente negócio montar uma fábrica de móveis planejados econômicos nos arredores de São Paulo capital, mas infelizmente talvez não tenha sido persuasivo o suficiente e a chance passou.

Estes apartamentos e casas de 2 quartos e aproximadamente 45 metros quadrados à partir de 2010 passaram a responder por cerca de 80% das obras residenciais em andamento no Brasil e mesmo assim poucos vislumbravam as variáveis que estavam gritando em nossos ouvidos e piscando na frente de nossos olhos. Mas eis que alguns finalmente perceberam e começaram a criar movimentação estratégica nesta direção.

Aliar customização com fabricação seriada era o grande desafio em questão e isto obviamente passava pela reestruturação do ponto de venda, das áreas de projetos, equipamentos, sistemas e emissão de ordens de produção com medidas variáveis (editáveis)  dentro de um mesmo modelo de produto. Observem que os softwares de ambientação decolaram neste período e os empresários do setor viram suas empresas quadruplicarem de tamanho em um curto espaço de tempo.

A indústria sofreu este aprendizado durante os anos de 2011 à 2013, mas finalmente em 2014, especialmente no Rio Grande do Sul (dada a maior qualificação técnica), o conceito que defendi desde 2008 passou a existir, móveis planejados populares em sistema de fabricação "quase que" seriado.

Uma dúvida recorrente foi escrever este artigo aqui no Portal do Montador, pois ainda acredito que teria mais visibilidade no Portal eMobile em meu blog de Gerenciamento Estratégico, também porque o conteúdo é denso. Aliás, este post acaba explicando a matéria recente de uma grande jornalista deste portal sobre os móveis planejados e modulados, demonstrando a capacidade de algumas indústrias moveleiras em adaptarem-se ao mercado recém transformado.

Decidi escrever aqui mesmo neste blog porque preciso alertar alguns bons montadores de móveis sobre a importância em evoluir para a montagem de móveis planejados, o mercado ainda é extremamente carente deste tipo de profissional e as oportunidades continuam muito atrativas, sobram clientes e faltam profissionais por incrível que pareça.

Uma observação importante é que o preço deste tipo de serviço não é o mesmo dos planejados de alto ou médio padrão, a realidade é outra. O montador de móveis precisa entender que este novo filão de mercado trabalha com outro nível de valores, levemente acima dos convencionais. Esta é uma vantagem pois alguns montadores de móveis planejados do passado recente não entendem como trabalhar esses valores reduzidos.

As mudanças continuam e varejistas do segmento popular começam a desfrutar os desdobramentos desta nova metodologia. É obvio que o mercado dos móveis convencionais seguirá liderando em volume de vendas, mas fica também claro que é neste exato nicho de móveis seriados que continua ocorrendo a grande guerra de preços e portanto onde reinam as margens reduzidas para 2015. 

Móveis modulados e planejados continuarão crescendo no mercado, mas agora em um menor ritmo dada a recente redução de crédito e também a relativa perda de pujança de nossa economia, fato que torcemos para ser um breve momento que já chega ao fim.

Caros montadores, boa leitura e olho vivo neste mercado!


C. Perin

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