Montagem de Móveis Corporativos e Residenciais em diversas cidades do Brasil
Orçamento montador de móveis POM
 

7/27/2015

Qualidade e Preço da Montagem: Um fenômeno que o cliente precisa observar antes de decidir

Qualidade da Montagem e Preço: O que o cliente precisa saber ao contratar um montador

Montadores quanto á qualificação Profissional
Montadores de móveis, entramos em um momento onde o fator preço sem sombra de dúvidas fará a diferença tanto na aquisição de produtos como de serviços dentro do contexto de nossa economia.

O cliente mais do que nunca encontra-se com recursos financeiros limitados, porém não apenas por isso estará decidindo exclusivamente pelo serviço mais barato.

Tudo o que o cliente precisa é de argumentos para que compreenda claramente o que está pagando como diferencial e desta maneira, decida racionalmente se precisa ou não deste diferencial embutido no preço.

A primeira e mais importante consideração passa necessariamente pela qualidade na montagem. Muitos montadores de móveis profissionais não estão preparados para esclarecer ao cliente o que seria uma montagem com ou sem qualidade. Apenas à título de curiosidade, o fundo de um roupeiro que utiliza chapa fina, precisa ser instalado com 1 prego tipo 10 mm a cada 20 centímetros, isto é um padrão (mínimo) dos fabricantes, que colocam no kit de acessórios quantidade suficiente para 1 prego a cada 10 cm (o dobro do mínimo).

Aqui já começa um grave indício da falta da qualidade na montagem, montadores menos qualificados (intencionalmente?) utilizam uma quantidade bem menor de pregos para terminar o serviço mais cedo e ganhar do "pobre cliente" na quantidade e não na qualidade. Já vi casos de pregos a cada absurdos 60 centímetros, ou seja, 33% do mínimo necessário. O resultado a gente já conhece, fundos soltando, cobertores vazando e o cliente...enganado e insatisfeito (Mas só descobre isso bem mais tarde)!

Obviamente que depois da frustração, o cliente acredita que montadores de móveis são todos iguais e quando este tipo re raciocínio acontece, isto faz mal para toda uma categoria profissional. Sejam eles bons montadores ou talvez apenas razoáveis no que fazem, estarão todos nivelados a um único patamar profissional, nivelados por baixo.

Enfim vamos então tentar entender um fenômeno por trás do binômio preço x qualidade. O raciocínio apresentado à seguir é uma regra geral, para a maioria dos casos, mas não uma regra absoluta, mesmo porque conheço muitos exemplos contrários à regra geral. Peço que analisem tal fenômeno sem paixões e observem que não descrevem todos os casos encontrados.

Gostaria de deixar claro que estamos expurgando deste modelo de raciocínio a questão comportamental e disciplinar, também responsáveis pelo giro de mercado da mão de obra de montagem. Adicionalmente existem os montadores demitidos por questões ligadas à redução de estrutura ou ainda por decisões de terceirzação, estes não se enquadram no perfil do tipo (III).

Tudo começa no lojista, dentro do processo de contratação e treinamento profissional. Observando o mercado de trabalho e o turn over dentro das lojas, os montadores mais talentosos (I) são valorizados e recompensados com o tempo. Porém atingem um teto e começam a causar distorções na política salarial do lojista. Depois de um período de estagnação salarial, decidem partir para o trabalho autônomo, onde seus ganhos tornam-se substancialmente maiores.

O lojista por seu lado, está fadado a preder os melhores profissionais (I) para evitar a inviabilização de sua política salarial. Ainda dentro deste contexto, o lojista acaba dispensando os montadores que não são capazes de atingir um nível adequado de qualificação na montagem (III), ficando em seus quadros portanto majoritariamente com os profissionais do tipo (II).

Observem que no mercado de montadores de móveis autônomos (sem carteira) encontraremos estes dois perfis totalmente diferentes (I) e (III) concorrendo pela contratação de um mesmo serviço junto ao cliente e aí reside todo o problema. Dentro deste ângulo comparativo, o montador autônomo que sobrava profissionalmente (I) precisa justificar ao seu cliente o motivo de seu preço ser demasiadamente distante de algum outro orçamento encontrado com o montador (III). Entretanto, o cliente não é capaz de vislumbrar o contexto explicado anteriormente sem que haja o argumento.

Existe porém aí um grave fiel na balança desta relação, mas isto é um ponto de vista totalmente particular do Portal do Montador. Não consigo dentro de minha lógica combinar um produto conhecido como de "primeiro preço" (aquele de tablóide) sendo montado por um montador altamente qualificado (I), Isto porque o cliente no momento da compra, á havia decidido por uma questão restritivamente financeira. O montador (I) está incorrendo em um erro ao insistir nesta montagem...

Mas então, qual é a saída para este dilema? Um primeiro momento sugere que o montador trabalhe na medida do possível, com a menor distância possível de sua sede, para que com isso consiga reduzir os custos relativos ao tempo de deslocamento (para as grandes metrópoles). Um segundo aspecto sugere que o montador tipo (I), continue se aprimorando profissionalmente em direção à  montagens mais complexas, que garantam uma concorrência mais condizente com sua bagagem técnica e profissional.

O montador do tipo (III) contudo, precisa avaliar sua vida profissional e decidir de vez se adquire capacitação ou se migra para outro ramo de atividade profissional, apesar de ser esta uma decisão extremamente dolorosa, sabemos. Caso contrário, estará sempre aprisionado ao modelo de baixo preço e alta produtividade, inviabilizando seu crescimento profissional.

Fica lógico dentro deste modelo de raciocínio (sujeito á críticas por não ser totalmente representativo) entender porque o Portal do Montador é o lugar certo para os melhores profissionais da montagem, porque existe uma sintonia de pensamento, ele é a busca constante pela Qualidade na Montagem. Automaticamente que, dentro desta movimentação de mercado, aqui no POM estarão presentes os melhores montadores de móveis do Brasil.

Sucesso à todos, sempre!


C. Perin

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