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O cliente espera um bom serviço, não está interessado em assuntos paralelos. Não diminua o produto, nem o profissional anterior, caso exista um.

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A realização de um bom trabalho vai além do resultado final. Um profissional de sucesso realiza suas atividades com cuidado, organização e planejamento.

Montadores de Móveis Profissionais

A boa montagem nasce de um projeto bem feito, matérias-primas adequadas, processos de fabricação padronizados e principalmente de um montador de móveis capacitado.

Montagem, Desmontagem e Remontagem de Móveis

O consumidor precisa aprender a distinguir montadores de móveis profissionais e montadores de móveis eventuais. Por melhor que seja o produto, corre-se o risco de danificá-lo.

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1/30/2014

Técnicas de alinhamento e instalação: Montagem em Paredes

A montagem de móveis modulados ou planejados em paredes possui um ritual, normalmente desrespeitado, o ALINHAMENTO

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Alguns montadores acreditam possuir as mãos divinas e olhos biônicos, essa foi a única explicação que encontrei ao observar pessoalmente montagens com fixação em parede, onde o profissional partia direto para a ação sem preparar o ambiente.

Acompanhando o trabalho como convidado, na posição de observador não podemos interferir na frente do cliente, mas passada a situação, fica apenas o recado que precisa ser repassado aos apressados, desinformados ou desatentos.

Caros montadores, vamos falar sobre as técnicas de alinhamento que andam sendo desrespeitadas em troca de economia de tempo.

Você foi chamado para montar aquela cozinha modulada de canto (em L) completona na casa de um novo cliente. Deveria ser hora de impressionar e mostrar seu talento, infelizmente alguns preferem mostrar apenas a rapidez. Trata-se de uma montagem de valor e tempo consideráveis, já foi-se o dia!

Deixando as considerações de lado, quem precisava já entendeu o recado, vamos aos fatos. Início de trabalho, todos os módulos em questão precisam ser  montados individualmente para o caso dos móveis modulados e os subconjuntos precisam formar a estrutura básica para os planejados.

O passo seguinte é a identificação do layout final do mobiliários no espaço de montagem. Precisamos observar se existem corpos estranhos como registros, interruptores, tomadas ou algo que possa significar trabalhos adicionais ou problemas que precisam de solução antes da fixação.

Reconhecido o ambiente de trabalho é chegado o momento das MARCAÇÕES, os pontos e linhas de referência da montagem. Fica particularmente impossível montar qualquer mobiliário mais complexo em parede, com garantia de alinhamento, sem uma linha de referência.

Alguns utilizam a trena e riscam...está errado. Outros fazem o alinhamento dos armários de parede por cima...não vão enxergar, está errado. Só vale por cima para os balcões e ainda assim, embora opcional, aconselhamos nivelar por baixo por causa dos deslocamentos pela gravidade (peso). Claro que é ruim ficar abaixando.

Trena e marcação, esqueça. Quem não utiliza régua de referência (nível com 1 metro ou mais) como na segunda imagem deste post (a maneira correta), precisa ao menos usar linha de prumo (linha de pesca) ou então riscar na régua a marcação do laser para quem tem nível a laser. Não apenas um pontinho, mas criar suavemente a linha de referência de fora a fora na parede, grafite sai depois, a cozinha torta permanece, não é?

Atualmente existe o nível laser com preços muito acessíveis, pode usar uma régua de referência para riscar com lápis a linha laser projetada na parede, também gosto desta técnica.

Ah...diz o montador, "Para fazer o prumo, como é que vou bater prego na parede de azulejos ou texturizada da Dona Maria?" Ih...este não conhece o laser, a fita dupla face, nem a fita crepe e a régua de cartolina e algumas outras soluções...hora de estudar mais...As próprias réguas de referência podem usar calços ou distanciadores até o chão, pense nisso. Existem diversos modos para fazer o alinhamento.

A gente insiste neste assunto porque ele precisa entrar na cabeça do montador de móveis e por lá ficar para sempre. Mas falando a verdade...Concluída a montagem, o cliente acha aqueles erros de alinhamento em altura, largura e até profundidade e o montador ainda diz que o móvel é assim mesmo? Desculpa esfarrapada, você desprezou o alinhamento, fale a verdade e assuma seu erro, que foi ou proposital ou por falta de conhecimento.

Não é justo com o cliente. Ainda se a parede estivesse desalinhada, poderíamos discutir, mas erro de nivelamento por falta de referência...seu eu fosse o cliente (devido a conhecer a maneira correta) não aceitaria o início do trabalho. Ou faz certo ou não coloca a mão!

Infelizmente pobre do cliente, confia cegamente no profissional que contratou...mas tudo pode mudar caso ele leia este post. daí em diante, os montadores de móveis que não utilizam pelo menos a mais simples das opções técnicas de alinhamento, vão acabar sendo identificados.

Claro que existem outras variáveis mais importantes, como por exemplo o dimensionamento de projeto. Se veio errado, com diferença de milímetro na furação ou na medida, vai ser complicado mesmo...Mas daí não falamos do profissionalismos do montador, falamos de um produto questionável se não em projeto, certamente em processo.

Existem alguns dispositivos de fixação em parede que contribuem para o sucesso do alinhamento. Réguas de fixação, nem todas cozinhas possuem, as mais populares mandam apenas o L metálico a ser fixado diretamente. Outras empresas, mais que réguas simples, mandam réguas em cunha ou até dispositivos que mesmo após a furação, aceitam regulagem vertical. Alguns ainda melhores, admitem também correção horizontal.

Não tem como fugir, a parede precisa ficar bem acabada, os recursos existem e precisam ser aproveitados. Na verdade o comprador deveria perguntar ao vendedor qual é o dispositivo de fixação em parede, assim os fabricantes sentiriam a necessidade de melhorar o projeto abandonando o L metálico, mas estamos longe disso.

As boas fabricantes de móveis já fornecem naturalmente os fixadores com alinhamento em Y e Z, ou seja em deslocamento horizontal e vertical, para correções em geral de no máximo 5 milímetros. Quem erra mais que isso, melhor pensar na profissão que abraçou.

Pessoal, então fica combinado, vamos começar a caprichar mais...quando o cliente olhar a preparação da montagem e você explicar a importância deste ritual, ele vai perceber que seu trabalho vale cada centavo do que ele está pagando, claro que vai perder uns 10 a 15% do tempo total de montagem, mas e daí? Será que seu cliente não merece isso?

Obs: Atenção para a imagem da fixação do arremate com parafusadeira (a terceira), não é uma régua de referência e portanto vai ficar em definitivo no local pois faz parte da cozinha. Não queremos ouvir montadores que furaram a parede do cliente para fixar a régua de referência porque assim o ensinaram.

Na primeira imagem, a parede vai receber um acabamento final após fixação da cozinha, devido a isso optou-se por um referencial completo, mas isto é um luxo nem sempre possível, apenas em imóveis novos ou reformas.


Sucesso a todos!

1/26/2014

Restauração de Móveis Antigos: Montadores associados a marceneiros fecham negócios valiosos!


Centros urbanos como o de São Paulo e Rio de Janeiro conseguem oferecer nichos específicos de atuação para o Montador de Móveis artesão

Portal do Montador de Móveis
Alguns dias atrás tivemos a oportunidade de conversar com um montador de móveis conhecido pelos restauradores do patrimônio histórico da cidade de São Paulo.

Pudemos descobrir algumas curiosidades sobre esta questão da recuperação dos móveis cujo valor sentimental ou histórico supera em muito o valor material do bem.

Destacamos já no início deste post que ficamos confusos em classificá-lo como montador de móveis, ou marceneiro ou ainda em restaurador de antiguidades, mas o fato é que existe uma grande carência neste segmento.

Na verdade atualmente, os móveis estão associados à moda e portanto o design é um item perecível que reflete uma época específica. Porém, existem os móveis de família e ainda os móveis de cunho histórico que precisam de um profissional em sua assistência técnica.

A pergunta fundamental é, de onde nasce um restaurador de móveis? E a resposta é...além de estágios em ateliês de profissionais experimentados, também de um montador de móveis ou de um marceneiro que possui uma capacidade de concentração, paciência e habilidade manual ainda maior que os demais profissionais da montagem.

Habilidades em lixar, reenvernizar, talhar a madeira, refazer calços e encaixes, objetivamente falando, trabalhar como os profissionais que existiam cerca de 50 anos atrás, caracterizados pelo artesanato do mobiliário. Sim, é um mercado muito pequeno, mas o fator preço não é o primeiro item, falamos na capacidade em devolver o móveis às suas características originais e ainda torná-los novamente funcionais.

Existem casos críticos onde a substituição da madeira, afetada por cupins, exige um trabalho mais profundo. Portanto este restaurador de móveis, ao nosso ver, deixou de ser um montador de móveis, bem como também não é mais um marceneiro especificamente se falando. Chegamos então à correta definição para este profissional, trata-se de um "artesão" cujo material de trabalho é a madeira, comercialmente oferece seus serviços como "restaurador de móveis antigos".

Para quem se interessou pela profissão, recomendamos que comece aprendendo a reenvernizar a madeira na boneca, aprenda a trabalhar com tingidores e vernizes em pistola, experimente executar alguns acabamentos como o laqueamento, craquelê, a pátina e o marmorizado e de preferência entre em contato com antigos marceneiros que já trabalharam com estes processos.

Hoje em dia, devido às facilidades das chapas e acessórios nas revendas, os marceneiros afastaram-se do artesanato e encontram-se alinhados com os padrões vigentes na indústria moveleira, o que vem tornando cada vez mais raro o restaurador de móveis antigos. De certa maneira, os que assim exercem esta profissão, adquirem a cada dia um maior valor pela exclusividade do trabalho que realizam.

O governo já investiu mais em restauração do patrimônio histórico no passado, Rio de Janeiro, Salvador e Recife são ricos neste tipo de necessidade. Mas o que notamos atualmente é o crescimento da participação dos móveis de família neste segmento, e acreditem, quem procura por este profissional encontra grandes dificuldades. Por sorte temos o google e os bons profissionais vem anunciando seus serviços também na internet sob o título (restauração de móveis antigos ou ainda restauração de móveis de época)

Finalizando e muito importante para quem procura por este profissional. Visite serviços anteriores do restaurador escolhido e observe na prática o resultado obtido. Normalmente a visita só vai ocorrer após um contato entre o profissional e o cliente anterior por questões de referência. Ao tornar-se cliente, será pedido o mesmo para você, que caso necessário, aceite a visita de um novo cliente curioso em conhecer o trabalho deste profissional, muito difícil de ser medido através de fotografias.

1/07/2014

Portas de Correr: Mecanismos, dispositivos e funcionalidades dos sistemas mais utilizados

O montador de móveis profissional precisa dominar diferentes sistemas de portas de correr

Portal do Montador de Móveis
Sabemos da importância deste post para muitos montadores de móveis iniciantes, para os quais, regular com precisão uma porta de correr parece uma tarefa desafiadora.

Mesmo para os montadores mais experientes, tentaremos abordar o tema de uma maneira simples e direta, minimizando as terminologias técnicas e nomes complicados de maneira a tornar o conhecimento mais difuso e abrangente.

Com o objetivo de não tornar este post extenso, o conteúdo aqui publicado englobará apenas os sistemas deslizantes para armários ou roupeiros.

Para início, precisamos identificar os diferentes mecanismos existentes no mercado quanto à sua característica mecânica em duas classes principais, denominadas sistemas suspensos e sistemas ao piso.

Os sistemas suspensos caracterizam-se pelo fato da carga (peso da porta) estar aplicada no trilho superior, ou seja, temos um sistema onde as portas correm "penduradas" no trilho superior.

Já no sistema ao piso, a carga encontra-se aplicada no trilho inferior, normalmente denominado de trilho do piso, ou seja, o peso da porta descansa gravitacionalmente sobre este trilho, onde o trilho superior funciona apenas como guia do deslocamento horizontal, opondo-se ao sistema suspenso.

Menos utilizados existem ainda dois outros sistemas, os de portas sanfonadas e os coplanares que não abordaremos no presente momento.

Assim como nos carros de tração dianteira e traseira, os sistemas ao piso e suspensos possuem características totalmente diferentes, mas o resultado final é exatamente o mesmo. Não existe o melhor nem o pior, existe o mais adequado para cada tipo de funcionalidade desejada.

O sistema ao piso exige uma estrutura menos robusta do móvel por estar descansando no solo, então, ao menos na teoria, tende a ser mais acessível economicamente falando, um piso nivelado é o grande segredo para uma boa montagem neste mecanismo.

O sistema suspenso não admite flexão do "chapéu" do roupeiro, onde a carga e o movimento se darão, daí a necessidade de um travamento eficiente. Neste caso, o segredo é o esquadro e o cuidado na montagem, onde as laterais precisam estar em um paralelismo perfeito, garantindo o ângulo de 90 graus com as respectivas laterais em ambos os lados. Alguns montadores de móveis costumam dizer que o roupeiro não pode ficar penso, verdade!

No sistema suspenso, quando as roldanas são compostas por um conjunto de rolamentos, eles recebem a denominação de "carros", pois serão os responsáveis pela condução do movimento lateral das portas.

Certos fabricantes enfrentam sérias dificuldades quanto ao empenamento das portas. Observando os descritivos técnicos dos fornecedores das chapas, uma porta com mais de 2 metros de altura precisa utilizar um material de 18 mm de espessura. Infelizmente poucos fabricantes atentam a este detalhe, insistindo nos 15 mm, o que gera o empenamento, independente do tipo de sistema utilizado.

Existem dispositivos tensionadores que alguns fabricantes de móveis utilizam para evitar este tipo de defeito, entretanto, os perfis metálicos em U tem sido na prática os mais efetivos contra este fenômeno.

Todos os sistemas disponíveis no mercado precisam obrigatoriamente informar a carga suportada para cada porta. Existem diversos tipos de rolamentos, simples, duplos, e quádruplos, para cargas pequenas, moderadas e severas. A seleção do mecanismo é feita pelo projetista, com base nos dados que precisa avaliar nos manuais técnicos, para garantir a compatibilidade entre carga e dimensão de projeto.

Durante a montagem, alguns montadores de móveis optam por não colocar os freios nas portas, por acharem que trata-se de um dispositivo desnecessário ou ainda para economizar tempo na casa do cliente. O Portal do Montador lamenta tal atitude, pois voltando ao caso dos veículos, a falta do freio ocasionará colisão das portas com as laterais, diminuindo significativamente a vida útil do móveis. Alguns modelos substituem os freios por clips de segurança e outros ainda adotam freios aliados aos clips.

A principal função do clip de segurança é evitar que o mecanismo saia do trilho, ou seja, evitar o descarrilhamento da porta.

Com relação aos rolamentos, roldanas ou rodízios, cada um tem seu tipo de regulagem que precisa ser respeitada. A mais comum á a regulagem pelo rasgo elíptico e perfurações da chapa metálica ou plástica, que deve ser girada até atingir o distanciamento adequado. Dependendo do sistema escolhido, existe ainda a limitação de área livre do quadro da porta, mas este fato apenas interfere nos roupeiros e móveis com portas molduradas.

Ainda com relação aos diferentes sistemas, alguns deles não admitem portas de qualquer espessura, visto que foram projetados para espessuras específicas de chapas. Outro ponto que vale à pena salientar é que os diferentes modelos podem ter o mecanismo posicionado no lado de dentro ou de fora da porta. Para o caso do mecanismo pelo lado de fora, o projeto deve ser elaborado de maneira a ocultá-lo do campo de visão do cliente, normalmente através de acabamentos frontais.

Finalizando, existe ainda a questão do transpasse entre as portas. Considerando que a distância entre os trilhos fica padronizada para o modelo selecionado, o ideal é que o vão do transpasse não seja visto quando o ângulo de visão externo for maior que 30 graus (caso contrario, mesmo com portas fechadas, será possível ver o interior do roupeiro).

Sabemos que o conteúdo deste post não cobre adequadamente o tema, distante disso, existe muito ainda a se falar sobre este assunto tão importante. Teremos em breve o canal específico para esta troca de conhecimento, porém, este post serve como ponto de partida para nivelação de conhecimento entre os montadores.


Feliz 2014 a todos!