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9/13/2015

Terceirização da Montagem: Um processo no meio do caminho em busca do equilíbrio

A lógica da terceirização da montagem de móveis avança no Brasil

O ano de 2015 tem sido marcado pela instabilidade econômica trazendo fortes reflexos no segmento do varejo de móveis. Cabe lembrar que algumas empresas conseguiram manter um nível operacional satisfatório, mesmo com a demanda em baixa, isto se deu pela racionalização dos custos operacionais do negócio.

montador demoveis credenciado pom

Como já é sabido, a venda de móveis é um processo que termina apenas após a montagem no cliente e portanto, possui um passo à mais do que as demais cadeias de comercialização. Este passo adicional gera diversos custos invisíveis para o cliente, mas absorvidos e repassados no valor de venda dos móveis.

A existência do montador de móveis exige do lojista um processo de contratação, treinamento e gerenciamento desta mão-de-obra dentro do contexto do varejo, sendo que o mesmo não existe na venda da linha branca ou demais eletro eletrônicos por exemplo. Aliás não existe nos demais segmentos como regra geral.

O empresário sabe que todos esses custos não podem contaminar as margens dos demais produtos e assim faz a sua marcação exclusiva para o mobiliário, seguindo tal linha de raciocínio. O armazenamento é multi volumétrico (um produto tem mais de uma caixa) e o índice de retorno por avarias é extremamente superior ao dos demais segmentos comercializados.

Isto se deve tanto à logística como à questão da qualificação de mão-de-obra dos montadores de móveis. Adicionalmente pode-se incluir também à qualidade das embalagens ou de sua baixa compactação, de responsabilidade do fabricante.

Tudo isto estaria previsto, mas é necessário ainda somar os impasses dentro da casa do cliente, que comprometem a imagem e o poder comercial da empresa a cada novo desgaste de relacionamento, quando outras áreas são acionadas e novos custos gerados para contornar tais questões com um consumidor insatisfeito. Este custo deveria ser melhor mapeado, mas tem alguns aspectos subjetivos. 

Inegavelmente quando o montador é um funcionário, a loja é a responsável por sua qualificação e absorve toda a insatisfação do cliente, o que não ocorre no caso do montador de móveis autônomo terceirizado. Neste caso, a loja se exime da questão do resultado profissional dentro da casa do cliente, o que se traduz em uma grande economia em termos de gestão de conflitos, consequentemente financeira.

Numa tentativa de controlar as atividades externas deste profissional, as empresas ainda investem em equipamentos, softwares e controles de montagem e a situação tende a piorar sob o aspecto financeiro ainda mais.

Observado todo este contexto, existem de maneira complementar na verdade os mais nocivos dos custos invisíveis, os litígios trabalhistas. Quem nasceu primeiro a gente não pode afirmar, mas o montador de móveis funcionário quando deixa a empresa de forma litigiosa gera um novo impacto nos custos operacionais, fato que também não existe nos demais segmentos de comercialização do varejista.

Chegamos finalmente ao último dos aspectos, a questão do nível de atividade econômica. Quando uma loja vende menos, o empresário compra menos, mas e a demanda de mão-de-obra da montagem? O que fazer se já foi treinada? E o que fazer quando a demanda subir? Começar tudo de novo neste sobe e desce sem fim..

O empresário (o que fez essas contas) então se pergunta: Existe um modelo operacional livre destes aspectos onde treinamento, gestão e controle da montagem consomem grande parte dos resultados obtidos na comercialização? É preciso todo este dispendioso aparato?

Relacionando todos estes fatores citados, fica fácil de entender porque o processo de terceirização da montagem de móveis avança tanto no Brasil.

1) Cenário político atual da luta de classes intensifica os litígios trabalhistas
2) Cenário atual do nível de atividade econômica gera ociosidade operacional
3) Causa e Efeito entre loja e montador gera desgaste de imagem em montagem problemática

A terceirização traz uma disputa em busca dos melhores profissionais da montagem, mas isto não é uma verdade absoluta, dado que o cliente encontrará seu limite naquilo que está disposto à pagar. A lei do mercado existe e a oferta e procura acabarão por balizar um equilíbrio ao menos relativo neste cenário.

O empresário já limitado pelas questões fiscais em uma das pontas costuma se assustar quando faz as contas de todos estes custos invisíveis na comercialização do mobiliário. Os mais ingênuos até mesmo acabam fechando as portas devido a erros na formação do preço de venda. O mercado vem reagindo negativamente aos repasses de preços, então um dilema permanece. Se a terceirização não resolve o problema, pelo menos ela racionaliza a operação neste momento e dá tempo ao tempo.

Certamente existem argumentos opostos ao raciocínio apresentado, pois esta é uma visão particular de minha experiência no segmento moveleiro. São hoje mais de 25 anos e por isso acredito cada vez mais em nossa iniciativa, o Portal do Montador. O avanço do processo de terceirização criará por parte do cliente certas demandas fundamentais e o montador de móveis precisa estar atento e preparado dentro desta nova realidade. Fiquem tranquilos, os bons profissionais estão garantidos e vai sobrar trabalho, podem apostar!


Sucesso á todos

C. Perin

Um comentário:

  1. legal gostei
    vc poderia mim auxiliar em como fazer um contrato de prestador de serviçov em montagem de moveis para outra empresa

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